Sunday, July 14, 2013

EU E O TEJO

A saudade aperta meu peito...
Mas a voz incansável da fadista
Remete-me aos cheiros e sabores lisboetas
Às sangrias do Bairro Alto
Que tento cá reproduzir
Com frutos que já não sabem tão bem como os de lá
Mas que fazem minh'alma transportar-se
Ah Lisboa, Lisboa querida, quanta saudade de ti!
Teus fados altos a ecoar n'Alfama
O cheiro das sardinhas a grelhar
E o Tejo, rio-mar, tão belo, tão imenso
Que de simples mortal ;
Um navegante faz-me tornar...
Sou luso pois que sou,
No fundo do meu coração
Há uma canção, um fado,
Há um poema do Pessoa,
Que encanta-me como uma sirena
Ou que quiçá uma tágide a chamar-me
A brincar à beira do Tejo...


EU E O TEJO,
Poema de Angelo Augusto Peltier Loureiro Freire
Salvador, 14 de julho de 2013.
Dia da Bastilha!
Vive La France! Vive Les Peltier!