Não à míngua
Desfaz-se a minha língua
Como tão perverso o distrato
Fora do preto e branco
Do retrato
Do lado (ob)(e)scuro do ser
Um lado que pessoa alguma
Consegue ver...
Perdido, virado para o universo
Assim como se perde a língua
Virada para si mesma
Que só eu mesmo percebo
E a bebo
Como cicuta
Deliciosamente mortal.
AAPLF
Florianópolis, 24/08/2020.