Numa noite escura Do céu sem estrelas da minha pacata vida Um cometa surgiu De luz tão intensa, brilhante, deslumbrante Deixou-me cego de tanta luz… Ao mesmo tempo que me alimentava de pensamentos inimagináveis e só então revelados por meio de sentimentos anuviados A iluminação do pensamento curou-me a cegueira da visão Tudo ficou claro Tudo tudo ficou belo Tudo ficou assim Até luz do cometa se dissipar no espaço etéreo das nossas vidas subatômicas… E o quadrado da revolução deste ser celestial se iguala à constante de ausência física multiplicada por essa distância que desafia os princípios da própria física elevada à tripla potência do caminho que nos (des)une ou não Senão, não sei quão breve ou quão tardio o cometa retornará jamais talvez quem sabe numa próxima vida metafísica
Florianópolis, 16 de junho de 2024.
